Depois de tantas vezes recusar a ideia de solicitar auxílio, primeiro – ministro informa que já fez o pedido à CE. Antes de Sócrates, já Teixeira dos Santos abria porta ao resgate externo.
O primeiro – ministro demissionário “lutou todos os dias para que isso não acontecesse”, mas ontem à noite José Sócrates anunciou que o Governo decidiu pedir ajuda financeira a Comissão Europeia (CE). Para fazer face às dificuldades de financiamento e porque, “acima de tudo, está o interesse do País”.
Trinta e oito minutos depois da hora marcada, e após ter reunido de urgência o Conselho de Ministros, o chefe do Governo disse a Portugal que “ a situação tenderá a agravar-se ainda mais se nada for feito”, acrescentando que o pedido de assistência financeira à CE foi previamente comunicado ao Presidente da República, Cavaco Silva.

Lamentando que “a situação se tenha tornado inevitável”, José Sócrates aproveitou a declaração em S. Bento para afirmar que “a rejeição do Programa de Estabilidade e Crescimento agravou de forma dramática a situação financeira do País”. Foi o sinal mais errado que o País podia ter dado aos mercados financeiros”, acrescentou.
Hora antes da comunicação, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, em entrevista por escrito ao Jornal Negócios, admitiu ser “necessário recorrer aos mecanismos de financiamento disponíveis do quadro europeu”. Depois de tantas recusas, e sem saída, “chegou o momento”, diz o Governo.
Todos de acordo
Presidente da CE, Durão Barroso, garante que pedido “será tratado de forma mais expedida possível”.
Comissário europeu dos Assuntos Económicos, Olli Rehn, diz ser “uma decisão responsável”, a bem da estabilidade económica de Portugal e da Europa;
Pedro Passos Coelho diz que “o PSD não deixará de apoiar esse pedido”.
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